Se você está interessado em baixar algum álbum postado a partir de 2015, entre em contato por e-mail: prolasdorock@yahoo.com ou deixe seu contato nos comentários (este não será visível publicamente), e o link será enviado o mais breve possível!


Mais informações aqui: http://goo.gl/ra9cdp


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If you are interested in downloading any posted album from 2015, contact by email: prolasdorock@yahoo.com or let your email in comments (this will not be visible publicly) and the link will be sent as soon as possible!


More info here: http://goo.gl/ra9cdp

sábado, 30 de abril de 2016

FOLK ROCK - MILLARD & DYCE - Same - 1973


Pérola formada por volta de 1970 na cidade de Baltimore, nos EUA. O trio Millard & Dyce lançou um único álbum em 1973 e, apesar de conseguir certo reconhecimento local, se desfez e caiu na obscuridade. Este disco é hoje raro e de colecionador, apesar de uma nova edição japonesa em 2011.
O homônimo é composto por 9 faixas, abrindo com "On Goose Wings", uma canção de protesto e que sintetiza bem o som dos caras, transitando entre o folk norte-americano e algumas pitadas de blues, country e psicodelia. O instrumental é composto apenas por violão, baixo e guitarra, resultando em um som na maioria do tempo acústico e tranquilo, além de acompanhar os vocais, que na minha opinião são o ponte forte da banda, com vários momentos de coro e belas harmonias.
Nada extraordinário, porém um álbum recomendado para fãs de folk, country e acid folk.

Formed around 1970 in Baltimore, Maryland, the trio Millard & Dyce released one album in 1973 and, despite getting some local recognition, disbanded and fell into obscurity. This disc is now rare and a collector item, although a new Japanese edition came out in 2011.
The self-titled is composed of 9 tracks, opening with "On Goose Wings", a protest song that presentes their sound very well, going through American folk, with some blues, country and even acid rock feel. The instrumental part is composed only of electric and acoustic guitar and bass, resulting in a acoustic sound most of time, and accompany the vocals, which in my opinion are their highlight, with several moments of choir and beautiful harmonies. Nothing extraordinary, but a recommended album for country and acid folk fans.

Michael Peirce (baixo)
Millard Arbutina (guitarra, vocal)
Gary Urie (guitarra, vocal)
+ Earl French (violão, vocal)

01 On Goose Wings 6:45
02 Businessman 5:33
03 Changes 1:51
04 I Came Upon Her Dreaming 3:55
05 In Your Dreams 3:57
06 Airport Scene 2:05
07 Virginia On A Sunday 3:19
08 Sadie 5:29
09 Catch Me A Falling Leaf 3:28



quarta-feira, 27 de abril de 2016

LATIN JAZZ - GWAKASONNÉ - Same - 1984


Pérola formada em 1979 em Sainte-Rose, comuna da pequena ilha de Guadalupe, pertencente a França e localizada no Caribe. O grupo Gwakasonné foi um dos pioneiros em produzir música 'comercial' na região, lançando 2 LPs e um EP na década de 80 por selos franceses, infelizmente poucas informações restaram sobre a banda. O líder Robert Oumaou seguiu carreira solo e continua ativo no meio musical.
Posto aqui o homônimo e provavelmente primeiro álbum dos caras, lançado em 1984. É um trabalho curto, dividido em 5 faixas e totalizando menos de meia hora, mesclando ritmos caribenhos ("Gwo Ka") com jazz-fusion. O instrumental é reflexo desta mescla, muito bem trabalhado, onde ouvimos uma grande quantidade de instrumentos, destaque para percussão, flauta, teclado, saxofone e metais, acompanhando o vocal em francês, que aparece esporadicamente. Quanto as faixas, apesar de raros momentos ruins, o destaque vai para as viajantes "Algérie 62" e "Pita".
Uma bela "porta de entrada" para ritmos caribenhos e afro-latinos, disco recomendado!

The group Gwakasonné was formed in 1979 in Sainte-Rose, commune of the small island of Guadeloupe, which belongs to France and located in the Caribbean. They were pioneer in producing 'commercial' music in the region, releasing two LPs and an EP in the 80s by French labels, unfortunately little information remained about the band. The leader Robert Oumaou went solo and still active in the music.
Post here the self-titled and probably the first album, released in 1984. It is divided into 5 tracks and totaling less than half an hour, mixing Caribbean rhythms ( "Gwo Ka") with jazz-fusion. The instrumental reflects this mix very well,  where we heard a lot of instruments, especially percussion, flute, keyboard, saxophone and metals, accompanying the vocals in French, appearing sporadically. As for the tracks, although few weak times, the focus is on the travelers' Algérie 62" and "Pita". A great album to introduce for Caribbean and afro-latin rhythms, recommended!

Aurel Thams (piano, sintetizador)
Felix Custos (flauta)
Gérard Elice (vocal)
José Bellerose (percussão)
Max Kiavue (percussão)
Robert Oumaou (percussão, baixo, sintetizador)
Eddy Pitard (saxofone)
Edmony Krater (trompete)
Jean-Pierre Coquerelle (vocal)

01 W3 (Woy Woy Woy) 3:50
02 Algérie 62 10:44
03 Antilles Et Mavounzy 3:50
04 Pita 6:18
05 Siklon 3:45

domingo, 24 de abril de 2016

RECOMENDAÇÕES NACIONAIS - PARTE III



Retomando a série de postagens feitas no ano passado (que podem ser acessadas aqui e aqui) com artistas e bandas novas no cenário musical brasileiro, trago aqui alguns interessantes trabalhos, que certamente agradarão os seguidores do blog. Começo com a galera do Astralplane, em seu primeiro EP, Pales Tantral, lançado em 2015 e que desponta como um dos ótimos expoentes do "revival" setentista em terras tupiniquins, trazendo uma ótima e viajante mescla de rock progressivo e psicodélico. Segue uma breve introdução ao som da banda e contato:

Composta por Lucas Pereira no vocal, teclados, guitarra e violão, Savio Magalhães na guitarra solo, Rodrigo Amorim no baixo e Gabriel Sanches na bateria, a banda Astralplane foi gerada em Salvador, Bahia. O grupo é fortemente influenciado por bandas de rock psicodélico e progressivo dos anos 70, tais como Pink Floyd, Beatles, The Doors assim como também, bandas mais modernas como o Tame Impala e o Temples. A Astralplane visa em suas canções uma experimentação dos mais variados gêneros do rock com uma pitada de nostalgia e psicodelia. A banda lançou recentemente seu primeiro álbum constando 7 musicas com um trabalho completamente autoral chamado de Pales Tantral.

Soundcloud
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E-mail: bandastralplane@gmail.com




Seguindo a proposta dos ritmos africanos, principalmente afrobeat, além de pitadas de reggae, surge, também em Salvador, Bahia, o grupo IFÁ Afrobeat. Eles lançaram seu primeiro EP em 2015 numa ponte Brasil-Nigéria, contando com a cantora local Okwei V Odili e bela capa desenvolvida por Lemi Ghariokowu (mesmo que fez 26 capas do lendário Fela Kuti), além de instrumental forte, cativante e diversificado. Como resultado, um excelente trabalho para amantes de afrobeat, conheça:

O IFÁ Afrobeat lançou no dia 19 de agosto o EP “IFÁ Afrobeat + Okwei V Odili”, resultado de um encontro singular com a cantora e compositora nigeriana Okwei V Odili. O EP apresenta 5 canções criadas e arranjadas em parceria entre a banda de afrobeat baiana e a cantora da Nigéria.
O EP “IFÁ Afrobeat + Okwei V Odili” nasceu do encontro entre o grupo de afrobeat instrumental IFÁ Afrobeat e a cantora e compositora Okwei V Odili, que estava fazendo uma residência artística em Salvador. Ao compartilharem temas instrumentais e canções, a banda e a artista chegaram aos arranjos das 5 faixas que fazem parte do EP.
A gravação foi realizada no Estúdio T, com produção de André T e do IFÁ Afrobeat. A capa do EP foi produzida por Lemi Ghariokwu, artista da Nigéria que fez as capas de 26 discos de Fela Kuti, o inventor do afrobeat.

Okwei V. Odili: Voz
Jorge Dubman: bateria
Fabricio Mota: baixo
Átila Santtana: guitarra
Prince Áddamo: guitarra
Alexandre Espinheira: percussão
Normando Mendes: trompete
Raiden Coelho: Sax e Flauta
Matias Hernan Traut: trombone
André T: teclado
Anda Szilagyi: teclado

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E-mail: ifa.afrobeat@gmail.com
Download Gratuito: AudioMack



Fechando esta terceira parte com o grupo carioca Cortence, que lançou em 2015 seu primeiro EP, A Dream in Azure. O som da banda nas 5 faixas pode ser classificado como rock progressivo, junto a doses acentuadas de space e heavy rock, com pegada moderna e em momentos viajante e sombria. O vocal é sempre em inglês. Um pouco mais da história e contato dos caras: 

A Cortence é uma banda fundada no Rio de Janeiro em 2013 de rock/heavy progressivo e lançamos nosso primeiro EP chamado A Dream in Azure em março de 2015 que está disponível em todas as principais lojas virtuais. O EP dura 25 minutos e conta a história de uma pessoa que abandona sua realidade para viver num mundo de sonhos. Somos um projeto completamente independente e temos outro álbum já em processo de produção.

Eddy Lance (vocal, teclados)
Matheus Maito (guitarra, violão)
Ramon Oliveira (baixo, guitarra)
Rômulo Cavalcanti (bateria)

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Estes álbuns foram postados apenas na intenção de divulgação, sendo assim não disponibilizarei links de downloads próprios do blog. Caso esteja interessado, entre em contato pelos endereços fornecidos na postagem para comprar ou baixar o disco. Caso esteja interessado em divulgar seu trabalho no blog, entre em contato por e-mail (prolasdorock@yahoo.com), saiba mais aqui.

These albums were posted only in the intention of divulgation, so I will not send downloads links. If you are interested, please contact the band's site provided in the post to purchase or download the album. If you want to promote your album or band in the blog, contact me by e-mail (prolasdorock@yahoo.com), more info here.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

PSYCH/ GARAGE ROCK - LOVE SYNDICATE - Same (EP) - 1970


Pérola obscura vinda do México, formada no final dos anos 60 pelo vocalista Alfredo Díaz Ordaz (que viria a participar do Renaissance) e o guitarrista Billy Valle (que anos mais tarde se juntaria ao Ciruela). O Love Syndicate lançou apenas um raro EP em 1970 e logo depois se desfez, sem sucesso.
Este homônimo é dividido em apenas 3 canções, trazendo um som de que passa pelo rock psicodélico, de garagem e beat, transitando entre as décadas de 60 e 70. O instrumental é interessante, contando com guitarra fuzz e órgão hipnótico, porém sem grande agressividade; as letras são em inglês e espanhol. Destaque para "Love Don't Go Away" e "Go With Her". Apesar de nenhuma novidade, pode ser indicado para fãs dos estilos citados.

Obscure gem coming from Mexico, formed in the late 60s by vocalist Alfredo Díaz Ordaz (would join Renaissance later) and guitarist Billy Valle (who years later would join Ciruela). The group Love Syndicate released only one rare EP in 1970 and soon after disbanded without success.
The self-titled is divided into only three songs, bringing a sound passing through psychedelic rock, garage and beat, moving between the 60s and 70s sound. The instrumental is interesting, with fuzz guitar and hypnotic organ, but not so aggressive; the lyrics are in English and Spanish. "Love Do not Go Away" and "Go With Her" are the best. Although nothing new, it can be recommended for fans of the styles.

Alfredo Díaz Ordaz (vocal)
Julio Luna Pérez (bateria)
Billy Valle (guitarra)
Víctor Gordoa
José Gordoa "Pepe"

01 Love Don't Go Away 4:32
02 Beware 3:09
03 Go With Her 6:12

terça-feira, 19 de abril de 2016

LATIN ROCK/ JAZZ - ALFONSO NOEL LOVO - La Gigantona - 1976


Alfonso Noel Lovo é um músico e compositor da Nicarágua, nascido em León no ano de 1951. Mais detalhes sobre sua biografia podem ser acessadas aqui, na postagem que fiz em 2014 de seu primeiro disco, lançado em 1973. 
Posto hoje seu segundo e provavelmente último álbum solo, La Gigantona, lançado em 1976 e com participação de Chapito Areas (percussionista do Santana), entre outros nomes importantes da cena local. Uma obra dividida em 8 faixas e, segundo o próprio Afonso, traz um som mais maduro e melhor produzido que a anterior, misturando um caldeirão de influências, como jazz e rock latino, psicodelia e funk. O instrumental viajante merece destaque, com passagens competentes de sintetizadores, metais, percussão, flauta e guitarra, acompanhado pelas letras em espanhol. 
Mais um ótimo trabalho do rock e jazz latino-americano, vale uma audição.

The son of a prominent Nicaraguan politician, Alfonso Noel Lovo was an obvious target when Sandinista rebels hijacked a Managua-bound flight from Miami in December of 1971, ultimately putting several rounds through the talented musician’s torso and hand. After several years, and as many surgeries, he would break ground on this psychedelic pastiche of Latin jazz and pan-American funk, recorded in his nation’s capital in 1976. The binary stars of the sessions would be the agile Lovo and percussionist Jose “Chepito” Areas, whose timbale work can be heard on watershed records by Carlos Santana, including the Latin-rock milestone, “Oye Como Va.” Lovo’s unreleased masterpiece, combining the talents of Nicaragua’s most notorious players, recalls at once the spiritual funkiness of Herbie Hancock’s Mwandishi, the studio trickology of Lee “Scratch” Perry, and the dense propulsion of Billy Cobham’s Spectrum. Fusion begets confusion, as hand-plucked guitar melodies tumble into synthesizer meltdowns with wasted grace. More experimental than Jamaica’s heaviest dub plate, La Gigantona lays in a groove that is, at times, as deep in the pocket as it is in the clouds.
Text: Numero Group

Alfonso Noel Lovo (vocal, guitarra, percussão)
Chepito Areas (percussão)
Roger Barrera (saxofone, clarinete, flauta)
Charlie Robb (trompete)
Paladino (bateria)
Salvador Fernández (congas)
Ricardo Palma
Chapo Domínguez
Maquillaje Arauz

01 Nueva Segovia
02 La Bomba De Neutrón
03 Tropical Jazz
04 Los Conquistadores
05 Sinfonía Del Espacio En Do Menor
06 La Gigantona
07 Firebird Feathers
08 Río San Jaun Drums

domingo, 17 de abril de 2016

ANDEAN FOLK - GRUPO AYMARÁ - Concierto en los Andes de Bolivia - 1974


De tempos em tempos, posto aqui no blog alguns álbuns que não possuem nenhuma ligação com o rock, porém são registros musicais interessantes e de países muitas vezes "esquecidos" quando falamos de música. Este é o caso de hoje, vindo da Bolívia, o Grupo Aymará surgiu em 1973 na capital La Paz com o objetivo de recuperar as raízes da música andina e assim persiste até hoje, com uma grande quantidade de álbuns lançados e nome consolidado no país de origem.
Concierto en los Andes de Bolivia, debut de 1974, traz a formação original do quarteto em 12 curtas canções totalmente instrumentais, que como dito acima,  aprofundadas na música tradicional andina e de povos Aymará e Quechua. O som pode ser considerado simples, porém muito bem executado, revezando solos e mesclas de charango e violão (cordas), zamponha e quena (sopros), além de tambores, gerando uma atmosfera viajante e que por momentos pode transportar para as montanhas locais.
Grande exemplo da música folclórica e tradicional andina, recomendado para quem curte ou quer conhecer o estilo.

From Bolivia, the "Aymara Group" was formed in 1973 in the capital La Paz in order to recover the roots of Andean music and so it continues today, with a lot of albums released and consolidated name in the country's culture.
"Concierto en los Andes de Bolivia", debut from 1974, brings the original lineup of the quartet in 12 short totally instrumental songs, which as said above, are close to traditional Andean music and Aymara and Quechua peoples. The sound can be considered simple but it's very well executed, taking turns solos of charango and acoustic guitar (chords), zamponha and quena (woodwinds), and percussion, creating an atmosphere that can transport to the local mountains. Great example of folk and traditional music from Andes, recommended for those who enjoy or want to know the style.

Clarken Orozco (charango)
José Montaño (violão)
Héctor Gutiérrez (zamponha)
Salomón Callejas (quena)

01 Mi Raza
02 Karwan Choquela
03 K'allampitas
04 Sicuri N.2
05 Cielo Rojo
06 Mi Quena
07 Cerro Rojo
08 Mi balsita
09 Waka Pinkillo
10 Mis suenos
11 Anocheciendo
12 Cuando Me Vaya

quinta-feira, 14 de abril de 2016

PSYCH/ LATIN ROCK - PANAL - Same - 1973


Pérola vinda de Santiago, capital do Chile. O grupo Panal foi formado em 1973 pelo casal Carlos e Denise Corales, ambos ex-membro do lendário Aguartubia, e alguns outros conhecidos nomes da cena local. A banda lançou um único álbum no mesmo ano, se desfazendo prematuramente em 74, durante o conturbado momento político e cultural do país.
O disco homônimo é composto por 8 curtas faixas, sendo versões de canções tradicionais da América do Sul (como "Paisajes de Catamarca", "Alma Llanera", "Lamento Borincano", entre outras) em traje mais modernas. Os estilos abordados passam pelo rock latino, psicodelia, funk e jazz-rock, onde ouvimos um instrumental bem construído e variado, com passagens marcantes de guitarra distorcida, órgão elétrico e percussão. Os vocais são todos em espanhol, masculinos e femininos.
Mais um bom exemplo da fusão entre ritmos latinos e rock'n'roll setentista, recomendado!  

Panal was a band from Santiago, capital of Chile. The group was formed in 1973 by the couple Carlos and Denise Corales, both Aguartubia's former member, and some other well-known names of the local scene. The band released a single album in the same year, disbanding prematurely in 74, during the troubled political and cultural situation of the country.
The selt-titled album consists of 8 short tracks,  versions of traditional songs from South America (such as "Paisajes de Catamarca", "Alma Llanera", "Lamento Borincano", among others) in modern arrangements. The styles present here are Latin rock, psychedelia, funk and even jazz-rock, where we hear a well constructed and varied instrumental, with striking passages of distorted guitar, electric organ and percussion. The vocals are all in Spanish, male and female. Another good example of Latin rhythms and rock'n'roll fusion, recommended!

Pepe Ureta (baixo)
Patricio Salazar (bateria)
Ivan Ahumada (percussão, vocal)
Juan Hernández (percussão, vocal)
Carlos Corales (guitarra)
Francisco Aranda (órgão, vocal)
Denisse (vocal)

01 Los Paisajes De Catamarca 5:06
02 Si Somos Americanos 4:16
03 Alma Llanera 5:08
04 Limeña 4:27
05 Recuerdos De Ipacarai 5:37
06 Cucurrucucu Paloma 4:22
07 El Humahuaqueño 5:49
08 Lamento Borincano 3:56

terça-feira, 12 de abril de 2016

BLUES ROCK - LA BANDA DEL PARAISO - Same - 1973


Pérola formada na Argentina em 1973, através do baterista Black Amaya (ex-Pescado Rabioso e Pappo's Blues) e Ruben de Leon. La Banda Del Paraiso teve um trajetória meteórica no rock local, lançando no mesmo ano da formação um compacto e LP, com participação de outros músicos importantes. Sem sucesso, o grupo passou a tocar em pequenos clubes até seu fim prematuro no verão de 1974.
O álbum homônimo conta com 8 curtas faixas. A primeira canção, "Rock De Matías", exemplifica muito bem o som dos caras: blues rock animado e barulhento, onde ouvimos passagens interessantes de guitarra, combinada ao piano, gaita e saxofone, se aproximando do boogie em alguns momentos. Há também a balada "El Tapiz Mágico" e a viajante "El Fondo Del Ojo", com sitar e percussão, todas cantadas em espanhol.
Mais um exemplo relevante do rock e blues argentino, recomendado.

La Banda Del Paraiso was formed in Argentina in 1973 by drummer Black Amaya (former Pescado Rabioso and Pappo's Blues) and Ruben de Leon. The group had a meteoric trajectory in the local scene, releasing in the same year a single and a LP, with participation of other important musicians. Without success, the group began playing in small clubs until its end in summer 1974.
The self-titled album has 8 short tracks. The first song, "Rock De Matías", is a good example of the sound of the guys: blues rock animated and noisy, where we hear interesting passages of guitar, combined with piano, harmonica and saxophone, approaching with boogie at times. There is also the ballad "El Tapiz Mágico" and the trippy "El Fondo Del Ojo" with sitar and percussion, all sung in Spanish. Another relevant example of Argentine rock and blues, recommended.

Daniel Manzini (guitarra, harmônica)
Raul Fernandez (guitarra, vocal)
Ruben de Leon (percussão, vocal)
Nestor Paul (baixo)
Juan "Black" Amaya (bateria)
Eduardo Kohan (saxofone)
+
Ciro Fogliatta (piano)
Mariano Tito (órgão)
Claudio Gabis (sitar)

01 Rock De Matías
02 No Quiero Perder Mi Fe
03 Mouskill Boudja
04 El Fondo Del Ojo
05 Chicas Que Patinan
06 El Tapiz Mágico
07 Sos Vos Mismo
08 No Lo Veo



domingo, 10 de abril de 2016

LATIN ROCK - MIGUEL Y EL COMITÉ - Para Hacer Música, Para Hacer... - 1972


Miguel Livichich foi um músico e compositor uruguaio nascido na capital Montevidéu em 1947. Começou sua carreira na música em meados dos anos 60, sendo fundador do grupo El Sindykato em 1969, com a qual participou do primeiro LP. Em 1971 partiu para carreira solo, se juntando com membros de uma pequena banda local chamada Feeling Rock, formando assim o projeto Miguel y El Comité. O músico voltou a cena apenas em 2001, porém veio a falecer em 2013.
Posto aqui seu único álbum com o Miguel y El Comité, intitulado Para Hacer Música, Para Hacer... e lançado em 1972 pela Sondor. Dividido em 11 curtas faixas, a obra segue exemplo de outros artistas do país na época, tendo como objetivo a mescla de ritmos latinos (especialmente o Candombe) com rock'n'roll, entre beat, garagem e funk. O instrumental é simples, baseado na boa percussão ao fundo e com domínio da guitarra, em momentos melódica e outros agressiva, acompanhando o vocal em espanhol e inglês.
Nada de excepcional, porém um disco que pode interessar fãs de rock e ritmos latinos.

Miguel Livichich left El Syndikato, and in an instant, formed another band, joining forces with an existing group called Feeling Rock. This new group was called Miguel y el Comité (Miguel and the Committee)—a clear allusion to Livichich’s previous group; even though Miguel y el Comité worked as a proper band in their structure, Miguel Livichich made all decisions concerning the group.
That band’s 1972 album, with Livichich firmly at the helm, fused the local candombe rhythm with beat music in an unusual and aggressive (oft-times funky, break-beat) way. Miguel y el Comité played mostly original songs, but they also mixed in covers of tracks by other Uruguayan bands. They were the first to sing hits by other groups (El Kinto, Los Shakers), which added a new dimension to the burgeoning Uruguayan scene. Percussion plays a key role in the band’s sound, although the guitar playing is most distinctive: sometimes melodic, at other times carving a path through the mix, with a hard and acid distorted fuzz guitar sound, as on the title track and the fabulous cover of El Kinto’s ‘Qué me importa.’
Text: Light In The Attic

Miguel Livichich (guitarra, vocal)
Washington Pechetto
"Cacho” Bengochea
José María Sanguinetti
Gustavo Luján

01 Para hacer música, para hacer... 4:14
02 No va más, ya 3:01
03 Choro del "Caboca" 4:04
04 Mi sol 3:03
05 Qué me importa 3:39
06 Junto al mar 3:01
07 No ves que no cabe 3:27
08 El chofer 2:48
09 Candombe triste 3:01
10 Hiroshima 3:18
11 Rompan todo 2:53



quinta-feira, 7 de abril de 2016

LATIN/ PSYCH ROCK - GRUPO PAN - Pan - 1970


Pérola vinda da Venezuela, formada em 1970 nos subúrbios da capital Caracas pelos irmãos Carlos e Jesús Quintero. O Grupo Pan logo incluiu grande número de integrantes (a exemplo de outras bandas da época) e assim lançou seu único LP em dezembro do mesmo ano, além de alguns compactos nos anos seguintes. Apesar de certo destaque local, o grupo se separa em 1973, originando alguns outros projetos.
Pan é composto por 10 faixas, maioria curtas, que trazem uma ótima fusão entre rock latino e psicodélico, bastante comum na época. O instrumental é guiado por passagens solo marcantes de guitarra e metais, que se revezam em toda a obra, além de belo trabalho na percussão/ bateria. As letras são todas em espanhol. Quanto as músicas, não há destaque especial, sendo bastante consistente na proposta e com poucos momentos fracos.
Um tesouro enterrado para fãs de rock latino, altamente recomendado.

Grupo Pan comes from Venezuela, formed in 1970 in the suburbs of the capital Caracas by brothers Carlos and Jesús Quintero. The band soon included many members and thus released their only LP in December of the same year, and some singles in the following years. Despite some local success, the group separates in 1973.
Pan consists of 10 tracks, most short, they bring a great fusion of Latin and psychedelic rock, quite common at the time. The instrumental is guided by outstanding solo passages of guitar and metals, which take turns during all the album, and beautiful work on percussion / drums. The lyrics are all in Spanish. As for the songs, there is no special mention, being very consistent in the proposal and with few weak moments. A treasure for Latin rock fans, highly recommended.

Carlos "Nené" Quintero (guitarra, percussão, vocal)
Jesús "Chu" Quintero (vocal, guitarra rítmica, baixo)
Rubén "Micho" Correa (guitarra)
Gustavo Colón (bateria)
Alfredo Padilla (percussão)
Armando Carlos Guerra (trombone)
David Azuaje (trombone)
César Mongue (trompete)
Henry Kamba (trompete)

01 Escandalo
02 Amor Y Felicidad
03 Quiero Decirte
04 Semilla
05 Quien Va
06 Daicy
07 Yo La Vi
08 Vete
09 Sinfonia No. 20
10 No Te Olvides Del Señor



quarta-feira, 6 de abril de 2016

FOLK/ PROG ROCK - BREEZE - Same - 1976



Pérola obscura vinda do Peru, formada em meados dos anos 70 por jovens da capital Lima. A banda Breeze foi a primeira da cantora Roxana Valdivieso, logo após a mesma terminar o Colégio, e que viria a ter uma carreira solo bem sucedida anos mais tarde. Lançaram um único álbum em 1976 pela Odeón, porém se trata de um item quase impossível de se encontrar, mesmo entre especialistas do rock peruano.
O homônimo conta com 9 curtas faixas, todas covers de grupos ou artistas norte-americanos ou britânicos, como Rolling Stones, Jethro Tull, Paul McCartney e Stephen Stills. Ouvimos uma mescla entre rock, pop/ beat e até prog, porém tocado de forma tranquila e até "ingênua", onde se destacam os belos vocais de Roxana (sendo todas as letras em inglês) e também passagens de flauta e piano.
Longe de ser uma obra fundamental, porém interessante para fãs de vocais femininos e folk com pitadas de prog.

Obscure gem coming from Peru, formed in the mid-70s by young people from the capital Lima. The band Breeze was the first of the singer Roxana Valdivieso, that would have a successful solo career years later. They released one album in 1976 by Odeón, but it is an almost impossible to find item.
The self-titled has 9 short tracks, all covers of American or British groups/ artists such as Rolling Stones, Jethro Tull, Paul McCartney and Stephen Stills. We hear a mix between rock, pop / beat and even prog, but played smoothly, which beautiful vocals of Roxana (with all lyrics in English) and also flute and piano passages are highlights. Far from being an essential work, but interesting for female vocals and folk/ prog fans.

Roxana Valdivieso
Gian Piero Solari
Fernando Cayo
Paul Hoyle
Federico Hoyle

01 Flying
02 Bouree
03 Maybe I'm Amazed
04 Ruby Tuesday
05 Love The One You're With
06 All Good Gifts
07 Vahevala
08 Superstar
09 Lady Down



domingo, 3 de abril de 2016

FOLK ROCK - THANAIS GAIFILIAS & THE ANAKARA (Θανάσης Γκαϊφύλιας Και Τα Ανάκαρα) - Ωτοστόπ (Otostóp) - 1971


Pérola vinda da Grécia, Thanais Gaifilias (em grego Θανάσης Γκαϊφύλιας) é um músico nascido na cidade de Soufli em 1947. Começou sua carreira na música no final dos anos 60 em pequenos grupos locais e lançou seu primeiro LP solo (que posto aqui hoje) em 1971, com participação do grupo Anakara, composto por jovens de Véria, e também músicos do Socrates Drank the Conium e Exadaktylos. Thanais lançou alguns outros discos desde então e continua em atividade.
O álbum Otostóp (ou Ωτοστόπ) é composto por 12 faixas, sendo várias versões "modernas" a canções tradicionais locais, totalizando menos de 30 minutos. A música é estruturada em cima do folk grego, porém com influências de rock progressivo, psicodélico e até country, resultando em uma mistura bastante interessante, onde ouvimos boas passagens de guitarra ácida, percussão, flauta e violão, além de todas as letras em língua local, dando mais originalidade à obra.
Pode ser uma boa novidade para fãs de folk rock, recomendado.

Thanais Gaifilias (Θανάσης Γκαϊφύλιας) is a musician born in Soufli, Greece, in 1947. He began his music career in the late 60s in small local groups and released his first solo LP (post that here today) in 1971, with the participation of the group Anakara and also musicians of Socrates Drank the Conium and Exadaktylos. Thanais released some other albums since then and is still active.
The album Otostóp (or Ωτοστόπ) consists of 12 tracks, with some "modern" versions of local traditional songs, totaling less than 30 minutes. Music is structured on the Greek folk, but with progressive, psychedelic and even country rock influences, resulting in an interesting mix where we hear good passages of acid guitar, percussion, flute and acoustic guitar, plus all the lyrics in Greek, giving more originality to the work.

Thanais Gaifilias (violão, vocal, percussão)
Mariza Koch (vocal)
Yannis Spathas (guitarra)
Nikos Ziogalas
Kostas Georgiou
Nagia Georgiou
?

01 Otostop
02 An Eiha Dyo Anases
03 Dodeka Mines Sto Strato
04 Galani-Galaziani
05 M Ena Tragoudi Ti Na Po
06 Froso Rina Mou
07 Pou Pas Afenti Mermiga
08 Pare Me Taxidioti
09 Tempelia
10 Ena Koritsi Apo Ton Kolyndro
11 Arampas Perna
12 Vounisio Kai Thalssino

sábado, 2 de abril de 2016

JAZZ-FUNK - JAAN KUMAN INSTRUMENTAL ENSEMBLE - Same - 2013 (1975-77)


Jaan Kuman é um músico de Kohtla-Järve, na Estônia, nascido em 1949. Na década de 70 formou seu conjunto (Instrumental Ensemble) com alguns outros nomes que viriam a se destacar na cena soviética da época, como Helmut Aniko e Tiit Paulus. A banda se desfez no começo dos anos 80, lançando diversos EPs pela gravadora estatal Melodya, estes foram compilados e lançados em 2013 pelo selo norueguês Jazzaggression. Kuman continuou sua carreira na música, lançando alguns discos recentemente.
O álbum homônimo traz 7 faixas instrumentais, sendo a maioria versões dos compositores locais Uno Naissoo e Raivo Tammik. O som pode ser classificado como jazz-funk, comum na região, apesar de momentos mais voltados ao jazz-fusion ou tradicional, bastante dinâmico e organizado, guiado pelo exuberante trabalhado nos metais (trompete, saxofone, trombone), acompanhados de forma competente por bateria, teclados e até guitarra wah-wah (como em "Hey Boys, Try Harder!").
Uma boa adição para fãs de jazz-funk e fusion, pérola recomendada!

Jaan Kuman is a musician from Kohtla-Järve, Estonia, born in 1949. In the 70's, he formed his band (Instrumental Ensemble), releasing several EPs on state record Melodya until disbanding in the next decade. Those songs were compiled and released in 2013 by the Norwegian label Jazzaggression. Kuman continued his career in music, releasing some records recently.
The self-titled album features seven instrumental tracks, with most versions of local composers as Uno Naissoo and Raivo Tammik. The sound can be classified as jazz-funk, common in the region, although more focused at moments to fusion or traditional jazz, very dynamic and organized, guided by great work of metals (trumpet, saxophone, trombone), accompanied competently by drums, keyboards and even wah-wah guitar (as in "Hey Boys, Try Harder"). A nice addition to jazz-funk and fusion fans, recommended gem!

Jaan Kuman (trompete)
Tiit Varts (saxofone)
Andi Villenthal (baixo)
Peep Ojavere (bateria)
Helmut Aniko (flauta, saxofone)
Tiit Paulus (guitarra)
Aldo Meristo (piano)
Tõnu Naissoo (piano)
Lembit Saarsalu (saxofone)
German Pekarevski (trombone)
Loit Lepalaan (trompete)

01 Globus (Gloobus) 06:10
02 Terminus (Lõpp-peatus) 06:18
03 Wives And Lovers (Väike Tüdruk) 04:54
04 Hey Boys, Try Harder! (Hei, Poisid, Pingutage!) 06:00
05 Contrasts (Kontrastid) 3:54
06 Wheels (Ratastel) 4:16
07 Caprice (Kapriis (Džässisüidist Nr. 4)) 3:55