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Mais informações aqui: http://goo.gl/ra9cdp


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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

PSYCHEDELIC ROCK - PELOMA BOKIOU (Πελόμα Μποκιού) - Same - 1972


Fechando esta sequência de bandas europeias, aqui vai uma pérola grega. Formada na capital Atenas em 1970, o Peloma Bokiou (em grego Πελόμα Μποκιού) lançou três compactos e um LP nos seus curtos anos de atividade entre até 73. Vários de seus membros, com destaque para Vlassis Bonatsos, seguiram carreira solo ou em outros grupos locais. Em 1996 lançaram um CD em um breve retorno, durando até o começo dos anos 2000, quando alguns integrantes vieram a falecer.
O homônimo de 1972, relançado em CD recentemente, traz 11 faixas que apesar de curtas, são muito interessantes e bem elaboradas na linha psicodélica e com altas doses de prog, comparado a Santana. O instrumental é variado e competente, com bons solos de órgão, bateria e guitarra ácida que domina grande parte do tempo, acompanhado por bonito vocal de Vlassis em grego, dando um toque ainda mais único para a obra.
Mais uma grata surpresa vinda de lá, sólido e recomendado para fãs de psych/ prog rock.

Formed in the Greek capital Athens in 1970, Peloma Bokiou (Πελόμα Μποκιού) released three singles and an LP in its short years of activity until 73. Several of its members, especially Vlassis Bonatsos, followed solo career or formed other groups. In 1996 they released a CD in a brief return, lasting until the early 2000s, when some members died.
The self-titled album,1972, reissued on CD recently, brings 11 tracks that although short, are very interesting and well developed in the psychedelic line and with high doses of prog, compared to Santana. The instrumental is varied and qualified with good organ, drums and acid guitar solos that dominates much of the time, accompanied by beautiful Vlassis's vocals in Greek, giving a even more unique touche for the work.
Another grateful surprise coming from there, solid and recommended for fans of psych / prog rock

Νίκος Δαπέρης [Nikos Daperis] (guitarra)
Τάκης Μαρινάκης [Takis Marinakis] (bateria)
Βλάσσης Μπονάτσος [Vlassis Bonatsos] (vocal)
Γιώργος Στεφανάκης [Giorgos Stefanakis] (teclado)
Τάκης Ανδρούτσος [Takis Androutsos] (teclado)
Ηλίας Μαρινάκης [Ilias Marinakis] (baixo)

01 Το φυλαχτό 2:30
02 Μαρί Μαρία 2:56
03 Πυρετός 42 4:22
04 Ανατριχίλα 4:15
05 Ανανέωση (Πάνω σ' ενα θέμα του) 3:55
06 Αν ήξερα 3:18
07 Ύμνος στη ζωή 4:00
09 Μετρική δέσμευση και ελευθερία 4:52
10 Ψεύτικη ζωή 3:51
11 Κάποιος πεθαίνει 4:04

domingo, 30 de agosto de 2015

BEAT ROCK - PLEXUS - Paraíso Amanhã (EP) - 1969


Pérola vinda de Portugal e uma das pioneiras no país em mesclar influências de rock nas suas composições. Posto aqui seu único e raro EP, lançado em 1969 e trazendo 4 canções curtas e levemente psicodélicas, com um pouco de baroque pop, lembrando Beatles e outros nomes do Beat rock na época. Aqui vai uma revisão do Blog "Under Review":

Os Plexus foram um dos grupos mais atípicos e menos convencionais no cenário rock português. À época da gravação do seu único disco – o inclassificável EP “Paraíso Amanhã”, de 1969 - eram constituídos por Carlos Zíngaro, Celso de Carvalho, Luís Pedro Fonseca, Jorge Valente e José Alberto Teixeira Lopes. Inclassificáveis? Talvez, mas não para eles, que se auto-intitulavam como uma “Symphonic Raga Blues Band”. Se falássemos num cruzamento entre os Mothers of Invention e a pop psicadélica britânica, não andaríamos longe do retrato sonoro destas quatro faixas de eleição. Na época, ainda se falou de um segundo disco, mas tanto quanto se sabe e a memória dos seus intervenientes se recorda, a história gravada ficou-se por aqui. Com a ajuda de José Cid e de António Moniz Pereira, do Quarteto 1111, verdadeiras eminências pardas da música pop rock portuguesa de então – nunca é demais dizê-lo! Zíngaro e Celso de Carvalho continuariam depois com o grupo numa vertente cada vez mais experimentalista, tendo ainda ambos integrado a Banda do Casaco em meados da década de 1970, grupo onde Celso permaneceu até ao final, em meados da década seguinte. Pelas fileiras dos Plexus passariam assim Carlos Bechegas, Nelson Portelinha, Paulo Gil, David Gausden, Carlos Alberto Augusto, Rui Neves e Miguel Campina, entre outros. Zíngaro manteve-se como motor do projecto e é hoje em dia uma das figuras mais destacadas no quadro da música improvisada europeia. Celso de Carvalho deixou-nos a 10 de Agosto de 1998, passam agora pouco mais de dez anos.

Luis Pedro Fonseca (piano, flauta, voz, bateria)
Jorge Valente (percussão, voz)
José Alberto Teixeira Lopes (guitarra acústica, voz, guitarra de 12 cordas)
Carlos Zíngaro (violino, violino eléctrico)
Celso de Carvalho (violoncelo, violoncelo eléctrico, baixo)

01 Paraíso Amanhã
02 Uba Budo
03 Waiting
04 Plexus I



sábado, 29 de agosto de 2015

SYMPHONIC PROG/ PSYCH - FRANKLIN - Life Circle (Discografia Completa) - 2007 (1971-75)



Pérola obscura vinda de Madrid, capital da Espanha. O grupo Franklin foi formado no final dos anos 60 pelos guitarrista Pablo Weeber e Antonio García e teve duas fases distintas, a primeira entre 1970 e 71, lançando na época dois compacto e se desfazendo em 72. Felizmente no ano seguinte Weeber reforma a banda, com troca total de músicos e mudança no som, gravando um LP em 1975, mas que por problemas com a gravadora não saíram na época. Se separaram definitivamente em 1976 e após 31 anos todo o material volta a vida pela Cocodrilo, em LP e apenas 500 cópias.
A coletânea Life Circle é dividida em duas partes distintas, a primeira fase no começo dos anos 70, ocupando as 6 faixas iniciais do álbum misturam psych/prog com hard rock típico da época e pegadas arrasadoras de guitarra, órgão e bateria, com covers de "Satisfaction", "Border Song" e "Don't Let It Bring You Down" e gravação precária. A partir da sétima música ("Beginning") o som é muito diferente, quase irreconhecível em comparação as primeiras, trazendo progressivo sinfônico e space rock próximo dos Canarios. Longos e viajantes solos instrumentais dominados por minimoog, mellotron e guitarra predominam, mostrando qualidade dos músicos, ainda ouvimos momentos de vocais em inglês.
Uma ótima surpresa que pode agradar tanto fãs de heavy psych/ prog setentista quanto prog sinfônico. Altamente recomendado!

The group Franklin was formed in Madrid, capital of Spain, in the late 60s by guitarist Pablo Weeber and Antonio García and had two distinct phases, the first from 1970 to 71, releasing two singles at time and disbanding in 72. Fortunately the following year Weeber reform the band, with full exchange of musicians, recording an LP in 1975, but by problems with the record company it didn't come out at the time. They definitely separated in 1976 and after 31 years all the material came back to life by Cocodrilo, with only 500 copies.
The collection Life Circle is divided into two distinct parts, the first phase in the early '70s, being the 1-6 tracks, mixing psych / prog with great hard rock guitar, organ and drums, typical of the time, with covers of "Satisfaction", "Border Song" and "Do not Let It Bring You Down". From the seventh song ("Beginning") the sound is very different, almost unrecognizable compared to the first part, bringing progressive symphonic close to Canarios. Long and spacey instrumental solos dominated by minimoog, mellotron and guitar, showing quality of the musicians, we still hear moments of vocals in English.
A great surprise that can please both fans of heavy psych / prog as symphonic prog. Highly recommended!

Pablo Weeber (guitarra)
Antonio García de Diego (vocal, guitarra, 1970-71)
Mariano Díaz (teclados, 1970-71)
Miguel Ángel Rojas (baixo, 1970-71)
Juan Cánovas (bateria, 1970-71)
Chema Espinosa (bateria, 1973-76)
Giuseppe Scagliarini (teclados, 1973-76)
Terry Barrios (bateria, 1973-76)
Chus Fernández (baixo, 1974-76)

Singles/ Covers:
01 Satisfaction 5:22
02 Border Song 4:01
03 What Is Wrong? 3:31
04 Lasidore - Mifamire 4:07
05 Don't Let It Bring You Down 5:02
06 Open Your Heart 12:39

Life Circle:
07 Beginning 4:30
08 Soft Landing 3:27
09 Dies Irae Part 1 2:49
10 Dies Irae Part 2 7:23
11 Take Off 3:28
12 Renaissance 6:04
13 Intro for Cosmic Body 8:30
14 Caos - Deconstruction 4:24
15 End of the Beginning 2:34



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PSYCHEDELIC ROCK - ALL & NOTHING - Underground Vibrations nº 2 / Snobismo - 1970


All & Nothing foi na verdade não era um grupo real, mas projeto de estúdio criando pelo hoje conhecido músico local José Luis Alvarez. Com a popularidade do rock psicodélico no fim dos anos 60, Alvarez abre em Madrid um pequeno estúdio, por onde passaram membros de conhecidas bandas como Canários, New Times, Núcleos, Alcatraz e outros. Este é o caso do primeiro compacto de 1970, com as canções "Snobismo" e "Underground Vibrations No. 2", utilizando diferentes jam sessions e gravações de músicos no estúdio da capital, com vocais em inglês, guitarra distorcida, órgão e seguindo a linha ácida/ psych da época. No ano seguinte lançou seu derradeiro compacto, já com formação fixa e na linha andaluz.

All & Nothing weren't a real band at all but an studio group created by J. L. Alvarez, a well known spanish pop journalist who played a seminal role in spanish pop & rock history since the early sixties. During the spanish underground muse boom in the early 70s. he launched the Pussy label and managed a recording studio in Madrid, which was frequented by various groups like Canarios, Nuevos Tiempos. Nucleos, Alcatraz and many others. The "Underground Vibrations n°2"/Snobismo" single was created by Alvarez using recordings from different jamming sessions by these bands at his studio, credted to the fake group All & Nothing, a weird experiment which received an unexpected success and led to the recording of a second All & Nothing 45, this time with a real band in a more flamenco-rock vein. 
Text: El Varón Rebuscante

Músicos: ?

01 Underground Vibrations nº 2
02 Snobismo




segunda-feira, 24 de agosto de 2015

KRAUT/ PSYCH ROCK - CORAM PUBLICO - Bodensee / Broadway - 1970


Pérola obscura vinda da Alemanha, formada por jovens provavelmente na cidade de Konstanz. O grupo Coram Publico lançou apenas um compacto em 1970 pela Intercord e sumiu do mapa, sem mais informações. Traz as músicas "Bodensee" e "Broadway", ambas na casa dos 3 minutos e com influências de psicodelia e krautrock (ainda em seu período inicial), em um clima bem viajante e hippie, com destaque para excelente trabalho no órgão, guitarras ácidas e vocais em inglês.  

Obscure band coming from Germany, probably formed by young people in Konstanz. The group Coram Publico released only a single in 1970 by Intercord vanished without more information. The tracks "Bodensee" and "Broadway", both with 3 minutes and influenced by psychedelia and krautrock (still in its first days), in a good trippy atmosphere, highlighted by excellent organ work, acid guitars and stoned vocals in English.

Al Stübler (órgão)
Mathias Ade (vocal, guitarra)
Helmut Rieger (guitarra)
Roland Mai (bateria)
Herbert Mai (baixo)

01 Bodensee 3:20
02 Broadway 3:15



domingo, 23 de agosto de 2015

HARD PROG - VOYAGE - Big Whale / Outre Tombe - 1970


Pérola obscura vinda de Paris, capital francesa, formada em 1968 por jovens locais. A banda Voyage nunca chegou a lançar um LP, mas gravou 5 compactos na primeira metade dos anos 70 e participou do álbum solo do vocalista Papillon, se desfazendo em 1975. Posto aqui o primeiro single do sexteto, com as curtas músicas "Big Whale" e "Outre Tombe", ambas muito bem executadas na linha hard prog, típico da época, com vocal rasgado em inglês, guitarra fuzz, órgão, flauta e percussão, lembrando em momentos Jethro Tull nos seus primeiros anos. Este é mais um exemplo de grupo com grande potencial e que poderia ter gravado um LP, recomendado!

On the B-side of their first single, “Outré Tombe” saw Paris outfit Voyage tap into an odd progressive vein that musically was all over the place while the vocals remained staunchly rooted in the slurred vocabulary of Ian Anderson’s bug-eyed, dirty Mac-wearing “A Song For Jeffrey” guttersnipe persona. But the flute and organ placement take their cue more from “Trespass” than “This Was” and are offset with some excellent, primitive fuzz guitar work outs. During their submersion into a veritable multi-passage tomb that is the B-side, “Outré Tombe” is most outré in its progressive-based thematic tendencies to run through a variety of wildly contrasting and distended expositions. They even wind up burrowing into a wild vamping on “Tequila” (of all things) in the instrumental bridge with brazenly over-recorded fuzz guitar soloing as percussion swamps the background. Then they’re into a breezy jazz section and back into the opening theme of throaty, un-cleared Aqualung vox and more blazing fuzz guitar until on a final flute vignette it gets yanked to a close.
Text: Head Heritage

Jacques Pfeffer (vocal, flauta)
Dominique Cherer (guitarra)
Jean-Noël Rochut (guitarra, vocal)
Claude Chierici (órgão)
Guy Delacroix (baixo)
Gringo Olivier (bateria)

01 Big Whale 3:27
02 Outre Tombe 3:00



sábado, 22 de agosto de 2015

HARD/ BLUES ROCK -CROMWELL - At the Gallop - 1975


Pérola vinda da Irlanda, formada em 1971 na capital Dublin. A banda Cromwell começou como quarteto em 1970, mas com a saída de Mick O'Hagan por volta de 1973, permaneceram como trio, lançando assim seu único disco em 1975 de forma privada e outros compactos durante seus anos na ativa. Apesar da popularidade local, chegando a abrir para Rory Gallagher na Irish Tour, brigas internas levaram ao fim do grupo alguns anos mais tarde e dois músicos formaram o The Establishment.
At the Gallop é composto por 10 curtas canções que misturam hard rock próximo da segunda metade da década de 70, doses de blues/ boogie e poucas baladas, lembrando em momentos os conterrâneos do Thin Lizzy. O som é simples e direto, guiado por alguns brilhantes riffs e solos de guitarra e bons vocais em inglês, sendo mais sólido no "lado A".
Trabalho interessante e competente para fãs de hard e blues rock setentista, mas sem nenhuma grande novidade para os estilos.

Cromwell comes from Ireland, formed in 1971 in the capital Dublin. The band began as a quartet in 1970, but with the departure of Mick O'Hagan around 1973, remained as a trio, releasing in this time their only album in 1975 privately and other singles. Despite the local popularity, opening to Rory Gallagher's Irish Tour, fighting between members led to the end of the group a few years later and two musicians formed The Establishment.
"At the Gallop" consists of 10 short songs that mix typical late-70's hard rock, blues/boogie doses and few ballads, remembering sometimes Thin Lizzy. The sound is simple and straight, led by some brilliant riffs and guitar solos and good vocals in English, better in the "A side". Interesting and competent work for hard and blues rock 70s fans, but no big news for the styles.
More Info: Irish Rock

Patrick Brady (guitarra, vocal)
Michael Kiely (baixo, vocal)
Derek Dawson (bateria)

01 Ireland (The Wild One)
02 Down On The Town
03 First Day
04 You Got It Made
05 At The Gallop
06 Guinness Rock
07 Hoodwinked (instrumental)
08 Nothing Left To See
09 Deal Me In
10 Dawson's Fun Palace



quarta-feira, 19 de agosto de 2015

HEAVY PSYCH - APARTMENT 1 - Open House - 1970


O grupo Apartment 1 surgiu em 1967 como Serpentine (clique para mais informações), mudando definitivamente de nome em 1970, lançando assim este álbum e outros 3 compactos até 1972, quando provavelmente se desfizeram e alguns membros se juntaram ao Solution. O disco foi relançado em CD este ano pela O-Music.
Open House, de 1970, traz 10 faixas curtas e com som mais desenvolvido que "In the Grass", porém não ganhou atenção comercial. Ouvimos aqui uma mistura equilibrada e um pouco atrasada (próximo do final dos anos 60) entre hard rock com psicodelia, heavy psych, com excelente trabalho de guitarra fuzz, acompanhada por órgão e letras em inglês. Quanto as faixas, destaque para "Step Inside", "Fuzz Buzz", "Dragstream" e "Like A Queen".
Pérola recomendada para fãs de hard psicodélico dos anos 70.

Apartment 1 (or Apartment One as noted on the label itself) is a straightforward late psych / early hard rock record. Sounds more like what was happening with their fellow countrymen in the 1960s Dutch scene with albums from Cosmic Dealer, The Outsiders, and Q65. Plenty of excellent fuzz guitar and soloing to enjoy here. All on top of some splendid older organ sounds. The opening tracks on each side are instrumental, and represent the best material on the album. The vocals are in machismo English - with a gospel tinge. As such, it reminds me of the vast bone yard of US post psych albums from 1970 on labels like Paramount, ABC, Verve, Rare Earth, and Mercury.
Text: CD Reissue Wishlist

Frank van Tijn (bateria, vocal)
Peter van der Sande (vocal, baixo, guitarra)
Ralf Dragstra (órgão)
Onny Lopulalan (guitarra)

01 Step Inside 4:10
02 Fuzz Buzz 3:00
03 Eternal Moralist 3:10
04 Dictionary 2:30
05 Summer Term 3:52
06 Dragstream 3:08
07 Like A Queen 3:15
08 Going Up Town 3:11
09 Try And Bye A Try 3:17
10 What's Going On 3:40

terça-feira, 18 de agosto de 2015

ROCK - SERPENTINE - In The Grass - 1970


Pérola formada em Hilversum na segunda metade dos anos 60. O grupo Serpentine lançou dois compactos em sua primeira fase, como sexteto, que durou até 1969. Após várias mudanças de formação, permaneceram os músicos Frank van Tijin e Peter van der Sande, gravando um único e raro disco em 1970. Pouco tempo depois mudaram o nome para Apartment 1, lançando outro LP no mesmo ano.
In the Grass é dividido em 12 curtas faixas, totalizando menos de 30 minutos. O álbum começa promissor com "Tell Me Some More" (única totalmente instrumental) e "The Doctor Said", seguindo rock clássico com pegada prog e hard, mas acaba se perdendo em várias canções ao seguir a linha pop, sem nada muito diferente dos discos da época. O instrumental, apesar de um pouco preso pelo tamanho e tendência comercial das músicas, é responsável pelos melhores momentos, com interessantes passagens de órgão, guitarra e metais, já o vocal não agrada muito, sendo todas as letras em inglês.
Nada de muito interessante, mas ainda recomendado para fãs de rock obscuro.

Serpentine was formed in Hilversum, in the second half of the 60. The group released two singles in its first phase, as sextet, which lasted until 1969. After several lineup changes, the remaining musicians Frank van Tijin and Peter van der Sande, recorded the only and rare album in 1970. Shortly after they changed the name to Apartment 1, releasing another LP in the same year.
"In the Grass" is divided into 12 short tracks, totaling less than 30 minutes. The album starts promising with "Tell Me Some More" (only fully instrumental) and "The Doctor Said", two classic rock with prog and hard touches, but get lost in several songs following pop line, with nothing much different from records of the time. The instrumental, though a bit stuck by the size and commercial way of music, is responsible for the best moments with interesting organ, guitar and metals passages, as the vocal does not fit well, with all the lytics in English. Nothing very interesting, but still recommended to obscure rock fans.

Frank van Tijn (bateria, vocal)
Peter van der Sande (vocal, guitarra, órgão, baixo)
Ralf Dragstra (teclados, trombone)
Onny Lopulalan (guitarra)


01 Tell Me Some More 3:10
02 The Doctor Said 3:00
03 Gymnastics In The Morning 2:05
04 Belinda Tomorrow 2:06
05 Wake Up (It's A New Day) 3:00
06 I've Only Got Myself 3:15
07 Powerful Jim 2:30
08 Love Is Turning Me On 1:45
09 Instant Alison 2:15
10 Hey Dreamer 2:14
11 One Legged William 2:40
12 Big Man 2:15

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

JAZZ FUNK - LOST PEACE - Same - 1977


Pérola rara formada em Berna, capital da Suíça, em 1970. O sexteto Lost Peace editou apenas um LP e outro compacto durante a década de 70, encerrando suas atividades logo após o lançamento do disco e caindo na obscuridade, infelizmente pouco se sabe sobre a história da banda hoje.
Posto aqui seu disco homônimo de 1977, lançado pela Zytglogge, conta com 7 faixas, sendo duas longas. O álbum é todo instrumental, trazendo um jazz rock bastante influenciado por funk e também muito bem arranjado e executado, marcado por excelentes linhas de baixo e solos dinâmicos de metais, sopros, guitarra, percussão e teclado, sendo comparado por muitos com Placebo. Quanto as músicas, destaque para "Fun King",  "Äs Herbschtelet" e as viajantes "City West" e "Papera", na casa dos 9 minutos.
Um trabalho sólido e muito competente, altamente recomendado para fãs de jazz rock e funk.

This independently produced set contains some amazing breaks and beats too so please read on! If you are into funky fender rhodes, raw fender bass riffs and seriously tight drumming then this Lp is for you! "Fun Kings" opens with a fat drum break / loop, before the bugged out basslines, jazzy horns, wah wah, fender rhodes and funky synth take off! Lots of funky breakdowns (great drumming and fender rhodes here) all played with skin-tight precision! "City West" is even funkier! More wicked basslines, breakbeat, funk drumming, heavy rhythms and fender rhodes solos etc. The track clocks in at 9 min dead and is a masterpiece! "Äs Herbschtelet" is another super-funky toon with more mad basslines, deep keyboard solos, wah wah and jazzy funk rock style horn riffs! Our absolute favourite is the extremely funky fusion groove of "Papera"! Driving bass riffs, drums and heavy horns map out a seriously tight groove that start and end the track but it is the deeply trippy (and long) Eastern scaled middle section of bells, gongs, finger cymbals, shakers and others. This movement then changes into a slow building (funky) drum solo before exploding into one of the best percussion breaks we've heard in years! Really wild and delirius jungle sounds a la Eberhard Schoener Bali-Agung! If you like Euro funk / fusion stuff like Second Direction or Placebo but with a twist, you will love this one.
Text: Worth Point

Willy Müller (piano, teclado)
Marc Hellman (bateria, percussão)
Peter "Pudi" Lehmann (trompete, violino)
Martin "Tinu" Heiniger (saxofone, clarinete)
Markus Küng (guitarra)
Claudio Bischoff (baixo)

01 Fun King 5:02
02 City West 9:00
03 Einzeiler 4:48
04 Join In 4:38
05 Äs Herbschtelet 3:47
06 Studweid Ballade 3:02
07 Papera 8:34



sábado, 15 de agosto de 2015

FOLK ROCK - JACK'S ANGELS - Our Fantasy's Kingdom - 1967


Uma bela surpresa vinda da Áustria, formada na segunda metade dos anos 60 na capital Viena pelo músico, compositor e cantor Jack Grunsky. O grupo Jack's Angels teve breve período de atividades, lançando 5 LPs e vários compactos entre 1966 e 68, se desfazendo logo em seguida. Grunsky partiu para uma carreira de sucesso, com vários discos lançados na década seguinte, até se mudar para o Canadá em 74.
Posto aqui o terceiro e mais conhecido trabalho do quarteto, Our Fantasy's Kingdom, de 1967. Composto por 12 curtas faixas, mistura folk com leves doses de rock psicodélico, lembrando várias bandas, principalmente inglesas, da época. Instrumental simples, acústico, mas muito competente marca o som, com violões, banjo, harmônica e percussão, acompanhando o maravilhoso e harmonioso vocal feminino e masculino, com todas as letras em inglês.
Linda peça folk que represente bem o estilo no fim dos anos 60, altamente recomendado para fãs do estilo.

A nice surprise coming from Austria, formed in the second half of the 60s in the capital Vienna by the musician, composer and singer Jack Grunsky. Jack's Angels had a brief period of activity, releasing 5 LPs and several singles between 1966 and 68, disbanding soon after. Grunsky had a successful career in the next decade.
Post here the third and best-known work of the quartet, Our Fantasy's Kingdom, 1967. Composed of 12 short tracks, mixing contemporary folk with mild psychedelic rock doses, reminding many bands, especially English, of the time. Simple, acoustic, but very competent instrumental is present, with acoustic guitars, banjo, harmonica and percussion, following the wonderful and harmonious female and male vocals, with all lyrics in English.
Beautiful folk piece that nicely represent the style in the late '60s, highly recommended.

Claudia Pohl (vocal)
Jack Grunsky (vocal, violão)
Berni Prock (percussão, bateria)
Christopher Oberhuber (baixo, banjo)

01 It Takes So Long 1:57
02 The Early Riser 3:41
03 Good Night Sweet Dream 3:23
04 Purple Kangaroo 2:47
05 The Last Thing On My Mind 3:09
06 Rich Man's Spiritual 2:51
07 Frankie And Johnny 2:16
08 Fare Thee Well 2:39
09 Flight 4 Explore 2:30
10 Here I Am 2:41
11 Settle Down 2:30
12 My Fantasy's Kingdom 4:56



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

PROG FOLK - SARABAND - Saraband's Mixdure - 1975


Pérola obscura vinda da Noruega, formada no começo dos anos 70 na pequena cidade de Trondheim. Não possuo quase nenhuma informação sobre o grupo Saraband, apenas que lançaram um disco muito raro em 1975 (alguns lugares citado como 1976), pela Experience, se acabando pouco tempo depois. O vocalista Skaugstad teve passagem pelo Nidaros e o guitarrista Gunnar Berg seguiu carreira solo.
Saraband's Mixdure é um álbum curto, apesar das 10 faixas presentes. É na maioria do tempo melódico e calmo, seguindo a linha folk/ pop rock, com alguns breves e mais complexos momentos de prog, fusion e até mesmo hard rock, lembrando outros grupos locais, como Prudence. Os temas são cantados em inglês e norueguês (as que mais me agradam), acompanhado por guitarra, teclado, violão e bateria.
Apesar de inconsistente, ainda recomendado para fãs de prog e folk rock "light".

Obscure pearl coming from Norway, formed in the early 70s in the small town of Trondheim. I do not have almost no information about the group Saraband, they just released a very rare album in 1975 (or 1976), by Experience, coming to an end shortly after. 
"Saraband's Mixdure" is a short album, despite of the 10 tracks present. It is most melodic and calm, following the folk / pop rock line with a few and more complex moments of prog, fusion and even hard rock, reminding other local groups such as Prudence. The themes are sung in English and Norwegian (better for me), accompanied by guitar, keyboard, guitar and drums. Although inconsistent, still recommended for "light" prog-folk rock.

Gunnar Andreas Berg (guitarra)
Ola Skaugstad (vocal)
Terje Teigseth
Bjarne Baardstu
Bjørn Myraas
Otto Teigseth

01 Himmelfuglen
02 Marco & Nancy The Queen
03 Meditasjon
04 Falslaugs Song
05 Rolandskvad Fra Jorsut Op 7
06 Ei Lita Jente
07 I've Got A Place
08 To Day
09 Your Eyes Have Told The Truth
10 Captain Maggi

terça-feira, 11 de agosto de 2015

KRAUT/ PSYCH/ PROG ROCK - HOTZENPLOTZ - Songs aus der Show - 1972


Pérola formada em Stuttgart, na Alemanha, por volta de 1968. O grupo Hotzenplotz lançou apenas um raro disco em 1972, antes de mudar o nome para Volks-Musik, lançando este mesmo álbum novamente no mesmo ano (apenas mudando a capa). Mesmo assim não conseguiram sucesso e alguns anos mais tarde se desfizeram, alguns membros integram outros projetos.
Songs aus der Show é composto por 12 curtas faixas, seguindo duas linhas típicas da época no país: o Deutschrock, principalmente nas letras de protesto e que retratavam a vida e problemas sociais e krautrock, que aqui se manifesta timidamente, mas mesmo assim tem influências. Rock psicodélico e progressivo se revezam, em momentos nervoso e heavy, outros folk e acústico e ainda viajantes improvisações. O instrumental também é variado, com guitarra, órgão, percussão e flauta.
Obra interessante para fãs de kraut, psych/prog rock, mas que perde um pouco do sentido para quem não entende alemão.

Gem formed in Stuttgart, Germany, circa 1968. The group Hotzenplotz released only a rare album in 1972 before changing its name to Volks-Musik, releasing the same album again in the same year (only changing the cover). Still failed to hit and a few years later disbanded, some members integrate other projects.
"Songs aus der Show" consists of 12 short tracks, following two typical lines of the time in the country: deutschrock, mainly in protest lyrics, describing the life and social problems and krautrock, which here manifests itself timidly, but still has influences . Psychedelic and progressive rock take turns, in heavy moments, other folk and acoustic and even some brief improvisations. The instrumental is also varied, with guitar, organ, percussion and flute. Interesting work for kraut, psych / prog rock fans, but loses some of sense for those who don't understand German.

Albrecht Metzger (vocal)
Hans-Dieter Sumpf (guitarra)
Peter Schick (violão, órgão, vocal)
Wolfgang Kallert (baixo, vocal)
Stefan Popovic (bateria, vocal)

01 Opening 1:00
02 Bleibt Cool Freunde 3:55
03 Wenn Du Echt Mal Auf Der Rolle Hängst 2:55
04 Ihr Braucht Uns 4:26
05 Daumen Drauf - Fresse Halten 2:35
06 Freies Stück 2:53
07 Dein Feind, Der Kapitalist 4:12
08 Schlag Auf 1 2:03
09 Hey Boss 4:04
10 Armes Unternehmerlein 1:46
11 Lehrlinge, Schüler, Schließt Euch Zusammen 2:34
12 Um Autonome Menschen Zu Sein 3:45



Rara gravação ao vivo da banda, por volta de 1971:

domingo, 9 de agosto de 2015

PROG FOLK - AXEL EINARSSON - Acting Like A Fool - 1976


Pérola obscura vinda da Islândia. O guitarrista e cantor Axel Einarsson é conhecido por integrar a banda local Icecross, que lançou em 1973 um dos mais valiosos discos de rock do país na época. Após o fim do grupo Axel seguiu breve carreira solo, lançando um único e raro disco em 1976, de 500 cópias. Ele ainda participou de um grupo chamado Deildarbúngubræður e partiu para os Estados Unidos, onde trabalha como produtor.
Seu álbum Acting Like A Fool conta com presença de músicos locais e dividido em 8 curtas faixas. O som já é distante do Icecross, mais voltado a música pop e comercial, com alguns lampejos de prog (nos teclados e flauta), folk e hard rock (guitarra). O forte vocal é um ponto interessante, sendo todas as letras em inglês. Três das últimas músicas são destaque, "Acting Like a Fool", "Wandering Around" e "Daylight of My Love".
Irregular e pouco criativo, mas ainda assim vale uma audição para fãs de prog folk e Icecross.

Guitarist and singer Axel Einarsson was born in Iceland and is known for integrate local band Icecross. After the end of the group Axel followed brief solo career, releasing only one and rare record in 1976, with 500 copies. He also participated in a group called Deildarbúngubræður and left for the United States, where he works as a producer.
"Acting Like A Fool" features local musicians and it's divided into eight short tracks. The sound is already far from Icecross, closer to pop and commercial music, with some flashes of prog (on keyboards and flute), folk and hard rock (guitar). The strong vocal is an interesting point, being all lyrics in English. The last three songs are best: "Acting Like a Fool", "Wandering Around" and "Daylight of My Love." Irregular and little creative, but still worth a hearing for prog and folk Icecross fans.

Larus Grimsson (teclados, flauta)
Haraldur Porsteinsson (baixo)
Olafur Gardarsson (bateria)
Axel P.J. Einarsson (vocal, guitarra)

01 Marty
02 I Wanna See
03 Pussycat
04 No Time to Loose
05 Mary, Anny and Sue
06 Acting Like a Fool
07 Wandering Around
08 Daylight of My Love

sábado, 8 de agosto de 2015

PSYCH ROCK - TYLYMPI KOHTALO - Musta Kreivi - Niin On Yö / Popparienkeli - 1970


Pérola vinda da Finlândia, formada em 1969 na cidade de Turku. O projeto Tylympi Kohtalo surgiu a partir do vocalista local Rauli Ojanen e outros ex-integrantes do Suomen Talvisota 1939-1940, e teve curta duração, deixando apenas um único e raro compacto em 1970, se desfazendo no mesmo ano. A banda teve um breve retorno por volta de 2011 com alguns antigos membros.
Este single lançado pela Love traz as curtas e simples músicas "Musta Kreivi - Niin On Yö" e "Popparienkeli", na linha psicodélica dos anos 60, misturando rock e pop. Letras na língua local, saxofone viajante e guitarra marcam o som, que vai agradar fãs de psych rock da época.

Tylympi kohtalo was a project coming from Finland, formed in 1969 in Turku. It was led by local singer Ojanen Rauli and other former members of Suomen Talvisota 1939-1940, the band was short-lived, releasing only a rare single in 1970, disbanding in the same year. 
This single released by Love brings short and simple songs "Musta Kreivi - Niin On Yö" and "Popparienkeli", following the psychedelic '60s line, mixing rock and pop. Lyrics in the local language, trip saxophone and guitar mark the sound that will please psych rock fans of the time.

Rauli "Pole" Ojanen (vocal, guitarra)
Rauli Badding Somerjoki
M. A. Numminen
?

01 Musta Kreivi - Niin On Yö 
02 Popparienkeli



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

JAZZ ROCK - CORONARIAS DANS - Visitor - 1975


Pérola vinda da Dinamarca, formada em 1969 pelo tecladista Kenneth Knudsen. O Coronarias Dans passou por duas fases distintas nos poucos anos de atividade, sendo um trio mais voltado ao jazz europeu no seu primeiro disco de 1970, intitulado Breathe. Após a entrada do guitarrista Claus Bøhling (ex-Hurdy Gurdy) e troca de baterista eles gravaram mais um LP, em 1973, que veio a ser lançado dois anos mais tarde na Dinamarca e em 76 nos EUA, quando a banda já havia se desfeito e vários membros já tinha formado o Secret Oyster
Posto aqui o último álbum do grupo, Visitor, dividido em 8 faixas instrumentais, sendo maioria curtas. Neste trabalho ouvimos um som muito mais voltado ao jazz rock, dinâmico e ao mesmo tempo muito viajante, com o adicional da guitarra, que junto com o teclado moog e piano de Knudsen, proporcionam grandes solos e passagens ao longo do disco, a parceira bateria/ baixo também não decepciona. Apesar de sólido, o destaque vai para "Morning", "Don't Know", "Tied Waves" e a fantástica "Which Witch", que fecha o álbum.
Altamente recomendado para fãs de Secret Oyster e jazz rock em geral.

Pearl coming from Denmark, formed in 1969 by keyboardist Kenneth Knudsen. Coronary Dans passed through two distinct phases in the few years of activity, with a trio focused at European jazz in its first 1970 album entitled Breathe. After guitarist Claus Böhling (former Hurdy Gurdy) join the band and drummer change they recorded another LP in 1973, released two years later in Denmark and 76 in the US, when the band had already broken and several members had formed the Secret Oyster.
Post here their last album, Visitor, divided into eight instrumental tracks, and most short. We heard a much more jazz rock sound, dynamic and at the same time very trip/spacey, with additional guitar, which along with the moog keyboard and piano, provide great solos and passages along the record, the drums/ bass also does not disappoint. Although solid and intense from start to end, the best tracks are "Se Det", "Morning," "Don't Know" and the fantastic "Which Witch", closing the album.
Highly recommended for Secret Oyster fans and jazz rock in general.

Kenneth Knudsen (piano, teclado)
Claus Bøhling (guitarra)
Peter Friis Nielsen (baixo)
Ole Streenberg (bateria)

01 Se Det (5:15)
02 Morning (8:13)
03 Esrom (1:47)
04 Don't Know (5:10)
05 Visitor (3:23)
06 Tied Waves (5:24)
07 Sagittarius (1:10)
08 Which Witch (8:48)



terça-feira, 4 de agosto de 2015

BLUES ROCK - LÖPANDE BANDET - Nån gång måste man landa - 1975


Löpande Bandet foi um grupo de sueco de curta duração. A banda foi formada em Estocolmo, no início de 1974, liderados pelo guitarrista Rolf Wikstrom. Alguns meses depois, após alguns ensaios e shows, gravaram seu único e raríssimo disco. Infelizmente logo no ano seguinte se desfizeram, após Wikstrom, hoje importante nome do blues local, sair alegando que os outros músicos não tenham o mesmo nível musical que ele.
O álbum Nån gång måste man landa (algo como "Algum dia você deve parar"), de 1975 é dividido em 9 faixas, quase todas curtas. O som dos caras pode soar estranho em primeiro momento, na tentativa de mesclar blues rock com progressivo e algumas baladas, somado a letras em sueco e vocal feminino de Lotta Sandberg, que em momentos lembra ópera e outros Janis Joplin. Apesar da excentricidade, ouvimos um sólido trabalho na guitarra, acompanhada por percussão, bateria e baixo.
Vale uma audição, pérola recomendada principalmente para fãs de blues rock.

Löpande Bandet was a Swedish short-lived group. The band was formed in Stockholm in early 1974, led by guitarist Rolf Wikstrom. A few months later, after some rehearsals and shows, they recorded their only and rare LP. Unfortunately in the next year they disbanded after Wikstrom, an important name of the local blues nowadays, leave claiming that the other musicians had a lower musical level.
The album Nan gång måste man Landa (something like "Someday you must stop"), 1975 is divided into 9 tracks, almost all short. The sound of the guys may sound strange at first, in an attempt to mix blues rock with progressive and some ballads, plus the Swedish lyrics and Lotta Sandberg's female vocal, at times resembles opera and other Janis Joplin. Despite the eccentricity, we hear a solid job on guitar, accompanied by percussion, drums and bass. Worth a hearing, recommended mainly for blues rock fans.

Rolf Wikstrom (guitarra)
Lotta Sandberg (vocal)
Pelle Hoglund (percussão, congas)
Ludde Lindstrom (bateria)
Jan Zetterqvist (baixo)

01 Socionomens Mardrom 3:14
02 Den Standiga Kampen 4:30
03 En Kvinna Bland Alla Andra 4:03
04 Vagen Ingenstans 8:10
05 Den Evige Lararen 6:06
06 Nattskiftsrock 3:14
07 Drommar Om Sagoslott 4:59
08 De E Dags Nu 3:45
09 Den Sista Paradoxen 5:42

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

PROG ROCK - RICHARD LAST GROUP - Get Ready - 1972


Pérola vinda da Itália, ativa no começo dos anos 70. Pouco se sabe sobre Richard Last Group, eles eram provavelmente do sul do país e deixaram um único e raro disco, lançado originalmente em 1972 e com nova versão em 1999. Apesar de contar com 7 membros, apenas o líder Richard Coley é conhecido, este que partiu para carreira solo no ano seguinte (produzindo outro raríssimo LP em 73) e resultando no fim da banda.
O álbum Get Ready é composto por 12 curtas faixas, sendo apenas três composições originais, combinando influências de rock progressivo (principalmente britânico, tendo Jethro Tull como principal referência), soft/ folk rock e psicodelia. Encontram seus melhores momentos no instrumental, com boas melodias e passagens de flauta, órgão, guitarra e até metais, mas sem tanta criatividade para fazer desta obra uma memorável dentro do RPI. Todas as letras são em inglês.
Nenhuma obra-prima, mas ainda uma boa audição para fãs de rock progressivo.

Little is known about this band. Info about the band, pretty damn hard to find.
Released in ’72 (on Le Orme’s label, Car Juke Box), a completely unknown formation from the underground of the Italian prog movement, Akarma believes that all of the musicians contained here are of Italian origin, but it is unclear. The band was comprised of 7 members and they presented a sound comparable to British groups from the 70’s like Jethro Tull. The music is very nice - lots of flutes, soft and beautiful harmony in the spirit of Jethro Tull and Traffic, a successful addition to the guitar and organ. Of the 12 tracks, only three original compositions. In fact in one of the first tracks they play a cover of “Dharma For One”, plus they offer two other covers later on, “Eye To Eye” & “I Have A Dream”. Jazz-rock with electric & electro-acoustic mutations, song in English, showing good technical qualities but little in creativity.
This album was released on the unknown Alexandra label. Judging from the title of one of the original compositions on the album, Naples in rock, it was easy to think that the group was from that city.
Text: Adamus67

Richard Coley (vocal, guitarra)
?

01 Sad And Deep As You 3:25
02 Eye To Eye 1:44
03 I Have A Dream 3:25
04 Dharma For One 4:22
05 He Has Gone Away 3:06
06 Confusion 1:53
07 Fire And Rain 3:23
08 Break Down 3:24
09 Lalena 4:09
10 Thank You 2:30
11 Colour My World 2:58
12 Naple In Rock 1:55



domingo, 2 de agosto de 2015

HARD ROCK - THE BOLTON IRON MAIDEN - Maiden Flight - 2005 (1970-76)


Pérola rara vinda de Bolton, cidade ao norte da Inglaterra. Este Iron Maiden não pode ser confundindo com o dos anos 60, que lançou o disco Maiden Voyage e muito menos a famosa banda de heavy metal, sendo o segundo na ordem cronológica. O trio foi formado por jovens locais em 1967, mas mudaram de nome definitivamente apenas em 1970, alcançando certa popularidade nos anos seguintes, tocando em bares e faculdades e chegando a dividir palco com Chicken Shack, Procol Harum e Thin Lizzy. Em 1976 o grupo chegou ao fim precoce após a morte do guitarrista Ian Smith por câncer, sem lançar nada na época.
Apenas 30 anos depois, em 2005, antigas gravações dos caras voltaram a vida em Maiden Flight, sendo todo o dinheiro de vendas doado para pesquisas contra o câncer. Ainda em 2007, outro disco com covers saiu em CD. O álbum é dividido em 12 faixas próprias, sendo 4 gravadas em estúdio e as outras de forma precária ao vivo, trazendo um rock pesado e direto do começo ao fim, típico da época e com doses de blues e psicodelia, tocado por um power trio barulhento e competente.
Prato cheio para amantes do "hardão setentista", altamente recomendado!
Site Oficial

A different Iron Maiden coming from Bolton, town in north of England. They can not be confused with the '60s band, which launched the Maiden Voyage and the famous heavy metal band, being the second in chronological order. The trio was formed by local youths in 1967, but have definitely changed in name only in 1970, reaching certain popularity in the following years, playing in bars and colleges and sharing stage with Chicken Shack, Procol Harum, Thin Lizzy and others. In 1976 the group came to an end after the early death of guitarist Ian Smith from cancer, without releasing anything at the time.
Only 30 years later, in 2005, old recordings of the guys came to the light in Maiden Flight, and all money was donated to cancer research. Also in 2007, another disc of covers came out on CD. The album is divided into 12 own tracks, 4 studio and other precariously live recordings, bringing a heavy and straight rock from start to finish, typical of the time and with blues and psychedelic doses, played by a noisy and competent power trio. A great gem for 70s hard rock lovers, highly recommended!



Paul Terence John O'Neill (bateria, vocal)
Ian Boulton Smith (guitarra, backing vocal)
Derek George Austin (baixo 1970-74)
Noel Pemberton-Billing (baixo 1974-76)

01 Cracked Path
02 Crawl Crawl Night-time
03 Cell Debris
04 Red Sky
05 A Place of My Own
06 Exchange is No Robbery
07 I'm to Blame
08 Life Span
09 Windwiper Freeway
10 The Naughtiest Girl is Alive and Well
11 Crawl Crawl Night-time (Live)
12 Maiden Flight



sábado, 1 de agosto de 2015

HARD ROCK - LOAD CONTROL - Scotland / Words of Wisdom - 197?


Pérola obscura vinda da Bélgica, o power trio Load Control foi formado na cidade de Dinant no começo dos anos 70. Lançaram dois raros compactos em anos desconhecidos (alguns dizem por volta de 1972) e sumiram do mapa, assim como dezenas de outras bandas da cena local. Posto aqui o primeiro, com as músicas "Scotland" e "Words of Wisdom", ambas curtas e cantadas em inglês, trazendo típica pegada do hard rock setentista, com altas doses psicodélicas e até considerada como proto-doom por alguns sites. Solos nervosos e chapados de guitarra lideram o som, seguidos por bateria barulhenta e baixo. Excelente, porém breve registro que vai agradar fãs de hard rock psicodélico.    

Obscure pearl coming from Belgium, the power trio Load Control was formed in Dinant in the early 70s and released two rare singles in unknown years (some say by 1972) and disappeared soon after, as dozens of other local scene bands. Post here the first single, with the songs "Scotland" and "Words of Wisdom", both short and sung in English, bringing typical early 70s hard rock, with high psychedelic doses and even considered as proto-doom by some sites. Fussy and stoned guitar solos leads the soung sound, followed by noisy drums and bass. Excellent, however brief record that will please heavy and psych rock fans.

Jose Noseda (guitarra, vocal)
Daniel Toussaint (bateria)
Paul Schoels (baixo)

01 Scotland
02 Words of Wisdom